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Quando os planetas têm sua influência mais poderosa

Atualizado: 5 de jan.




Os planetas estarão mais poderosos quando estiverem regendo uma casa, ou em exaltação, ou em triplicidade,3 ou em termo, ou em face5 sem combustão6 do que está direto na figura dos céus, isto é, quando estão em ângulos,7 principalmente ascendente, ou décimo, ou em casas em sucessão,8 ou em seus deleites.9 Mas devemos estar atentos para que não estejam nos confins e sob o domínio de Saturno ou Marte, pois ficariam em graus escuros, em poços ou vácuos.10 Observe que os ângulos do ascendente, do décimo e do sétimo são favoráveis,11 ou afortunados, bem como o regente do ascendente12 e o lugar do Sol e da Lua, e o lugar de parte da Fortuna,13 e de seu regente, o senhor da conjunção precedente e da prevenção; mas aqueles do planeta maligno são desfavoráveis, ou desafortunados, a menos que sejam importantes para o seu trabalho, que lhe ofereçam alguma vantagem; ou se em sua revolução ou no seu nascimento eles tenham sido predominantes; nesses casos, eles não devem ser suprimidos.


3. OS REGENTES DA TRIPLICIDADE SÃO AQUELES PLANETAS QUE GOVERNAM A AÇÃO DOS QUATRO TRINOS ELEMENTAIS DOS SIGNOS DO ZODÍACO. UM PLANETA DEVE REGER O TRINO DURANTE O DIA E OUTRO À NOITE, SENDO OS PLANETAS EM MAIOR HARMONIA COM A NATUREZA DO TRINO ESCOLHIDOS PARA TAIS FUNÇÕES. POR EXEMPLO, A TRIPLICIDADE DO FOGO É ÁRIES/LEÃO/SAGITÁRIO. O SOL, QUE REGE LEÃO, É O REGENTE DESSES SIGNOS DURANTE O DIA, ENQUANTO JÚPITER, QUE REGE SAGITÁRIO, É O REGENTE NOTURNO. MARTE, QUE REGE ÁRIES, NÃO É USADO POR SER LUNAR E, PORTANTO, DISCORDANTE DOS OUTROS PLANETAS, AMBOS SOLARES. COMO HÁ SETE PLANETAS, MAS OITO REGENTES, O ÚLTIMO PLANETA NÃO DESIGNADO, MARTE, É ATRIBUÍDO AO ÚLTIMO TRINO, ÁGUA, TANTO DE DIA QUANTO À NOITE. VÊNUS É DESIGNADO CO-REGENTE DE DIA E A LUA À NOITE, PORQUE ESSE TRINO DE ÁGUA É FEMININO. AS TRIPLICIDADES SÃO CITADAS POR PTOLOMEU EM SUA OBRA TETRABIBLOS.
5. HÁ TRÊS FACES EM CADA SIGNO E CADA UMA DE DEZ GRAUS. NA ANTIGUIDADE, AS FACES ERAM ATRIBUÍDAS AOS PLANETAS EM SUA ORDEM PTOLEMAICA:




As faces são diferenciadas por Agrippa por decanatos, que tem um sistema diferente pelo qual os planetas são designados como regentes. Em outros aspectos, os decanatos e as faces, conforme o uso do termo por Agrippa, parecem indistinguíveis.

6. UM PLANETA DENTRO DE TRÊS GRAUS DA LONGITUDE DO SOL É CONSIDERADO COMBUSTO, PORQUE O PODER DO SOL DOMINA SUA OPERAÇÃO. 7. DIZIA-SE QUE UM PLANETA É ESSENCIALMENTE DIGNIFICADO QUANDO SE ENCONTRA EM SEU PRÓPRIO SIGNO, EXALTAÇÃO, TRIPLICIDADE, TERMO OU FACE; E ACIDENTALMENTE DIGNIFICADO QUANDO NO MEIO-CÉU, OU ASCENDENTE, OU NA 7ª, 4ª, 11ª, 9ª, 2ª OU 5ª CASA. UM PLANETA É ACIDENTALMENTE FORTE QUANDO SE ENCONTRA EM MOVIMENTO RÁPIDO E DIRETO, E PRÓXIMO À SUA MAIOR DISTÂNCIA DO SOL; É UM PLANETA SUPERIOR, QUANDO ORIENTAL AO SOL; INFERIOR, QUANDO OCIDENTAL.

Um planeta é essencialmente fraco quando se encontra em queda ou detrimento. É acidentalmente fraco quando está na 12ª, 8ª ou 6ª casa, retrógrado ou com movimento muito lento, dentro de oito graus, 30 minutos do Sol; é planeta superior, quando ocidental ao Sol; inferior, quando oriental.

Embora um planeta fosse considerado fraco dentro de oito graus, 30 minutos do Sol, dizia-se que era forte quando estivesse a 17 minutos ou em conjunção exata com o Sol, “in cazimi”, como diziam os antigos.

8. PTOLOMEU DIZ QUE OS PLANETAS SÃO MAIS PODEROSOS “QUANDO SE ENCONTRAM NO MEIO-CÉU OU PERTO DELE, E DEPOIS QUANDO ESTÃO EXATAMENTE NO HORIZONTE OU NO LUGAR EM SUCESSÃO”. EM SUCESSÃO, NESSE CASO, É A CASA IMEDIATAMENTE SEGUINTE – AQUELA A ESQUERDA DA CASA EM QUESTÃO.
9. DE ACORDO COM PTOLOMEU, OS PLANETAS “SE DELEITAM” QUANDO ESTÃO CONTIDOS EM UM SIGNO DO ZODÍACO QUE “EMBORA O SIGNO CONTENTOR NÃO TENHA FAMILIARIDADE COM OS ASTROS EM SI, ELE A TEM COM AS ESTRELAS DO MESMO GRUPO”. O GRUPO DO SOL CONTÉM, ALÉM DO SOL, OS PLANETAS JÚPITER E SATURNO; O DA LUA CONTÉM A LUA, VÊNUS E MARTE. MERCÚRIO PERTENCE A AMBOS OS GRUPOS DE ACORDO COM SUA POSIÇÃO – QUANDO É VISTO COMO ESTRELA MATUTINA (NO LESTE), ELE ESTÁ COM O SOL; QUANDO VISTO COMO ESTRELA VESPERTINA (NO OESTE), PERTENCE À LUA. POR EXEMPLO, VÊNUS SE DELEITARIA EM ÁRIES, PORQUE ÁRIES É REGIDO POR MARTE, E MARTE PERTENCE AO GRUPO DA LUA. SE OS PLANETAS SE ENCONTRAREM EM SIGNOS SOB O DOMÍNIO DE PLANETAS DO GRUPO OPOSTO, “UMA GRANDE PARTE DE SEU DEVIDO PODER É PARALISADA, POIS O TEMPERAMENTO QUE SURGE DA DESSEMELHANÇA DOS SIGNOS PRODUZ UMA NATUREZA DIFERENTE E ADULTERADA”.
10. OU SEJA, OS PODERES DE UM PLANETA NÃO DEVEM SER USADOS QUANDO O PLANETA ESTÁ EM UM SIGNO REGIDO POR SATURNO OU MARTE, OU QUANDO O PLANETA CAI DENTRO DO ORBE, OU DO DOMÍNIO, DE SATURNO OU MARTE – EM CONJUNÇÃO COM ESSES CORPOS. OS ORBES DOS PLANETAS SÃO SEUS CÍRCULOS DE MAIOR INFLUÊNCIA: SATURNO – 10 GRAUS; JÚPITER – 12 GRAUS; MARTE – 7 GRAUS, 30 MINUTOS; SOL – 17 GRAUS; VÊNUS – 8 GRAUS; MERCÚRIO – 7 GRAUS, 30 MINUTOS; LUA – 12 GRAUS, 30 MINUTOS. VARIAM MUITO AS OPINIÕES QUANTO À EXTENSÃO DOS ORBES. A INFLUÊNCIA DE SATURNO E MARTE COSTUMA SER CONSIDERADA MALÉFICA. PTOLOMEU OS CHAMA DE “ASTROS DESTRUTIVOS”.
11. OU SEJA, HÁ PLANETAS AFORTUNADOS (FAVORÁVEIS) EM UM ARRANJO HARMONIOSO NA PRIMEIRA (ASCENDENTE), DÉCIMA (MEIO-CÉU) E SÉTIMA (DESCENDENTE) CASAS DO ZODÍACO.
12. É O PLANETA QUE REGE O SIGNO SOBRE O ASCENDENTE. A CASA QUE O PLANETA OCUPAVA ERA CONSIDERADA MUITO IMPORTANTE, PRINCIPALMENTE SE ESTIVESSE EM UM DOS ÂNGULOS, OU PRÓXIMA DO MEIO-CÉU.
13. A PARTE, OU QUINHÃO, DA FORTUNA É UM PONTO HIPOTÉTICO CUJA POSIÇÃO DETERMINA AS AQUISIÇÕES MATERIAIS DE UM INDIVÍDUO OU OUTRO OBJETO DE BUSCA. “O OBJETO MATERIAL DE ALGUÉM DEVE SER GANHO A PARTIR DA ASSIM CHAMADA ‘PARTE DA FORTUNA’; POIS QUANDO OS PLANETAS QUE REGEM A PARTE DA FORTUNA ESTÃO NO PODER, TORNAM O INDIVÍDUO RICO, PRINCIPALMENTE SE TIVEREM O DEVIDO TESTEMUNHO DAS LUMINÁRIAS”. SOBRE O MÉTODO PARA SE DETERMINAR ESSE PONTO, ESCREVE PTOLOMEU:

Considere a Parte da Fortuna sempre como a quantidade de números de graus, tanto à noite quanto de dia, que é a distância entre o Sol e a Lua (na ordem dos signos seguintes) e que se estende a uma distância igual do horóscopo (isto é, o Ascendente) na ordem dos signos seguintes, para que, qualquer que seja a relação e o aspecto do Sol para com o horóscopo, a Lua também tenha relação com a Parte da Fortuna, oferecendo como que um horóscopo lunar.

O que os gregos conheciam como “ordem dos signos seguintes” é o que hoje se considera sua ordem natural – anti-horário de Áries a Touro, a Gêmeos, etc. Pierce descreve o cálculo da Parte da Fortuna de maneira mais concisa: “A Parte da Fortuna é aquele ponto dos céus onde estaria a Lua se o Sol nascesse exatamente”.

A Lua será poderosa se estiver na casa dela,17 em exaltação, triplicidade ou face, em um grau conveniente para o trabalho desejado, e ainda se tiver uma mansão desses 28 adequada para si e para o trabalho; que não se queime no caminho nem retarde o curso;19 que não seja eclipsada nem queimada pelo Sol, a menos que esteja em unidade com ele; que ela não desça na latitude sul para ser queimada21 nem se oponha ao Sol,22 nem se prive de luz;23 que tampouco seja bloqueada por Marte ou Saturno.

17. A CASA DE CÂNCER, A 4ª, CHAMADA DE MEIO-CÉU INFERIOR.
19. QUANTO AO APARENTE MOVIMENTO DOS PLANETAS DE UM MODO GERAL, COMENTA THEON: “ELES NÃO COBREM A MESMA DISTÂNCIA NO ESPAÇO NA MESMA QUANTIDADE DE TEMPO; ELES SE MOVEM MAIS RÁPIDO QUANDO PARECEM MAIORES POR CAUSA DE SUA DISTÂNCIA MENOR DA TERRA, E SE MOVEM MENOS RÁPIDO QUANDO PARECE MENORES POR CAUSA DA DISTÂNCIA MAIOR”.

E sobre a Lua, especificamente, escreve Plínio: “Após ficar dois dias em conjunção com o Sol, no 30º dia, ela emerge de novo, lentamente, e segue seu curso costumeiro”.

21. QUE A LUA NÃO SE PONHA NO HORIZONTE OESTE, ABAIXO DO PLANO DA ECLÍPTICA, ENQUANTO ESTIVER SOB A INFLUÊNCIA PRÓXIMA DO SOL. 22. EM OPOSIÇÃO, QUANDO A LUA ESTIVER CHEIA. 23. TALVEZ POR ECLIPSE LUNAR, QUANDO A SOMBRA DA TERRA CAI SOBRE A FACE DA LUA E A DEIXA VERMELHO-PÁLIDA OU PRETA; MAS, SE O ECLIPSE MENCIONADO NO TEXTO É LUNAR, ENTÃO ESTA DEVE SER UMA REFERÊNCIA À LUA NOVA.

Não mais falarei agora disso, uma vez que esse e outros temas necessários são suficientemente abordados nos volumes dos astrólogos.




EXPLICANDO OS TERMOS


Quando um planeta está regendo uma casa: Na astrologia, cada casa representa uma área específica da vida, como amor, trabalho, família, etc. Quando um planeta está regendo uma casa, significa que ele tem uma influência significativa sobre os assuntos relacionados a essa área específica.


Quando um planeta está em exaltação: A exaltação é um estado em que um planeta está em uma posição astral particularmente favorável. Acredita-se que, quando um planeta está em exaltação, suas energias são amplificadas e ele exerce uma influência positiva e poderosa.


Quando um planeta está em triplicidade: A triplicidade é uma divisão dos signos zodiacais em grupos de três, de acordo com os elementos fogo, terra, ar e água. Quando um planeta está em triplicidade, significa que ele está em um dos signos que compartilha o mesmo elemento, o que se acredita fortalecer sua influência.


Quando um planeta está em termo: Os termos são divisões específicas de um signo zodiacal que são associadas a diferentes planetas. Quando um planeta está em seu termo, acredita-se que ele tenha um poder especial e uma influência mais intensa sobre aquela área específica do signo.


Quando um planeta está em face: A face é outra divisão específica de um signo zodiacal associada a diferentes planetas. Quando um planeta está em sua face, acredita-se que ele tenha uma influência significativa sobre os assuntos relacionados a essa área específica do signo.


Sem combustão: A combustão ocorre quando um planeta está muito próximo do Sol em sua posição no céu. Acredita-se que, durante esse período, a influência do planeta pode ser enfraquecida ou distorcida devido à proximidade com a energia solar.


Quando estão em ângulos: Os ângulos, como o ascendente e o décimo, são pontos importantes no mapa astral de uma pessoa. Quando um planeta está em um ângulo, acredita-se que sua influência seja particularmente relevante e poderosa.


Em casas em sucessão: As casas em sucessão referem-se a casas consecutivas no mapa astral. Quando um planeta está em casas em sucessão, sua influência é considerada mais forte e contínua, pois ele está ativando áreas adjacentes da vida.


Em seus deleites: Os deleites são divisões específicas de cada signo zodiacal associadas a diferentes planetas. Quando um planeta está em seus deleites, acredita-se que ele esteja em uma posição de força e possa exercer sua influência de maneira mais poderosa.


Graus escuros, poços ou vácuos: Essas expressões se referem a áreas do zodíaco em que há falta de energia ou influência planetária. Acredita-se que quando um planeta está nessas áreas, sua influência pode ser enfraquecida ou obscurecida.


Ângulos favoráveis: Os ângulos mencionados (ascendente, décimo e sétimo) são considerados ângulos favoráveis no mapa astral, indicando áreas importantes e poderosas da vida de uma pessoa.


Regente do ascendente: O regente do ascendente é o planeta que governa o signo ascendente no mapa astral. Acredita-se que o regente do ascendente tenha uma influência significativa sobre a personalidade e as características de uma pessoa.


Parte da Fortuna: A Parte da Fortuna é um ponto calculado no mapa astral que está relacionado à sorte, ALEGRIAS NA VIDA, às oportunidades e aos recursos de uma pessoa.


Senhor da conjunção precedente e da prevenção: Essas expressões referem-se aos planetas que estão em conjunção com o ascendente ou que ocuparam a posição antes do ascendente no mapa astral. Acredita-se que esses planetas tenham uma influência especial na vida da pessoa.


Planetas malignos desfavoráveis: Saturno e Marte são frequentemente considerados planetas maléficos na astrologia tradicional. A afirmação sugere que, em geral, a presença desses planetas pode trazer influências desfavoráveis, a menos que tenham algum propósito específico.


Lua na casa dela: Quando a Lua está na casa que ela rege no mapa astral, acredita-se que sua influência seja fortalecida e benéfica.


Não se queime: A expressão "não se queimar" refere-se à posição da Lua em relação ao Sol. Se a Lua estiver muito próxima do Sol, pode ser considerada "queimada" e sua influência pode ser enfraquecida.


Não retardar o curso: Refere-se à ideia de que a Lua não deve estar em uma posição que dificulte seu movimento natural ou seu curso no céu.


Unidade com o Sol: A expressão "em unidade com o Sol" significa que a Lua está em conjunção ou em um ângulo próximo ao Sol.


Latitude sul para ser queimada: Isso se refere à posição da Lua em relação ao plano orbital da Terra. Se a Lua estiver em uma latitude sul, pode-se acreditar que sua influência seja enfraquecida ou afetada negativamente.


não se opor ao sol: significa que a Lua não deve estar em oposição ao Sol durante o trânsito escolhido para a prática mágica. A oposição ocorre quando a Lua e o Sol estão em ângulos opostos de 180 graus no céu. Essa posição pode criar tensões e conflitos energéticos, não sendo favorável para realizar trabalhos mágicos.


Da mesma forma, quando diz "nem se prive de luz (23)", significa que a Lua não deve estar em conjunção com o Sol durante o trânsito escolhido. A conjunção ocorre quando a Lua e o Sol estão em ângulos próximos ou até mesmo na mesma posição no céu. Nesse caso, a Lua estaria muito próxima do Sol e sua luz seria ofuscada, dificultando a conexão e a clareza necessárias para a prática mágica.

Por fim, ao mencionar que a Lua não deve ser bloqueada por Marte ou Saturno, está se referindo à influência desses planetas durante o trânsito escolhido. Marte é associado a energias agressivas, conflitos e impulsos, enquanto Saturno está ligado a restrições, limitações e estruturas. Se a Lua estiver em aspecto desafiador com esses planetas, pode haver interferências ou bloqueios na manifestação dos resultados desejados na prática mágica.

Em resumo, essa orientação sugere que, ao escolher um trânsito para magia, é importante considerar a posição da Lua em relação ao Sol, evitando oposições e conjunções, além de evitar bloqueios causados por Marte ou Saturno, a fim de garantir um ambiente energético mais propício para a realização dos trabalhos mágicos.


INTERPRETAÇÃO ADICIONAL


"Planetas estarão mais poderosos quando estiverem regendo uma casa (1)": Isso significa que quando um planeta está regendo uma casa astrológica específica, ele possui maior influência e poder na área de vida associada a essa casa.


"Ou em exaltação (2)": A exaltação é uma posição astrológica em que um planeta está em seu ponto mais forte. Quando um planeta está em exaltação, ele é considerado particularmente poderoso e capaz de manifestar suas energias de forma positiva.


"Ou em triplicidade (3)": A triplicidade é um conceito antigo na astrologia que divide os signos em grupos de três. Quando um planeta está em sua triplicidade, ou seja, em um dos três signos do mesmo elemento, ele é considerado fortalecido e pode exercer sua influência de maneira mais eficaz.


"Ou em termo (4)": O termo refere-se a uma divisão mais fina dos signos. Quando um planeta está em seu termo, ele é considerado fortalecido e capaz de exercer sua influência de maneira mais concentrada.


"Ou em face (5) sem combustão (6)": A face é uma divisão ainda mais refinada dos signos. Quando um planeta está em sua face, ele possui uma influência mais intensa e específica. A menção de "sem combustão" indica que o planeta não está muito próximo do Sol, o que poderia enfraquecer sua influência.


"Do que está direto na figura dos céus, isto é, quando estão em ângulos (7)": Aqui, destaca-se que os planetas têm maior poder quando estão em ângulos astrológicos específicos, como o ascendente (ponto de horizonte leste) ou o décimo (meio-do-céu). Esses ângulos são considerados pontos-chave e trazem maior intensidade à energia planetária.


"Principalmente ascendente ou décimo, ou em casas em sucessão (8)": A ênfase é dada ao ascendente e ao décimo, que são ângulos importantes no mapa astrológico. Além disso, menciona-se que os planetas também podem estar mais poderosos quando estão em casas astrológicas consecutivas, ou seja, quando ocupam uma sequência de casas no mapa.


"Ou em seus deleites (9)": Os "deleites" se referem às casas astrológicas nas quais os planetas têm maior afinidade e expressam suas energias de maneira mais natural. Quando um planeta está em sua casa de deleite, ele é considerado mais poderoso e benéfico.


"Observe que os ângulos do ascendente, do décimo e do sétimo são favoráveis (11)": Aqui é destacada a importância dos ângulos astrológicos favoráveis, como o ascendente (ponto de horizonte leste), o décimo (meio-do-céu) e o sétimo (descendente). Esses ângulos são considerados auspiciosos e podem potencializar a energia mágica e as intenções.


"O regente do ascendente, o lugar do Sol e da Lua, e o lugar de parte da Fortuna e de seu regente são favoráveis (12, 13, 14)": Essa frase ressalta a influência positiva dos planetas que governam o ascendente (o signo ascendente no momento do nascimento), o Sol, a Lua e a Parte da Fortuna (um ponto calculado na astrologia). Quando esses planetas estão em boas posições, eles podem trazer benefícios e fortuna para a prática mágica.


"Mas aqueles do planeta maligno são desfavoráveis (16)": Aqui, é mencionado que os planetas considerados "malignos" têm uma influência desfavorável na prática mágica, a menos que sejam essenciais para o trabalho ou ofereçam alguma vantagem específica. A interpretação dos planetas "malignos" pode variar de acordo com as crenças astrológicas e mágicas.


"A Lua será poderosa se estiver na casa dela, em exaltação, triplicidade ou face" (17): Essa frase destaca a força da Lua em determinadas posições astrológicas, como estar na casa associada a ela, na posição de exaltação, em triplicidade (um conceito da astrologia antiga que divide os signos em grupos de três) ou em face (uma divisão ainda mais fina dos signos).


As frases subsequentes mencionam várias considerações para a Lua, como evitar ser queimada, retardar o curso, ser eclipsada ou bloqueada por outros planetas, como o Sol, Marte ou Saturno. Essas instruções visam garantir que a Lua mantenha seu poder e energia adequados para a prática mágica.


CONCEITOS DE TRIPLICIDADE E FACES

Na astrologia tradicional, os regentes da triplicidade são os planetas que governam os quatro grupos de três signos, conhecidos como trinos, de acordo com os elementos do zodíaco. Cada elemento tem um planeta regente durante o dia e outro durante a noite, escolhidos com base na harmonia com a natureza do trino.

Aqui está uma tabela com os regentes da triplicidade de acordo com Ptolomeu:






É importante observar que Marte, como um planeta discordante em termos de natureza solar, não é usado como regente em nenhuma das triplicidades. Em vez disso, é atribuído ao último trino, Água, tanto durante o dia quanto à noite. Vênus é designada como co-regente durante o dia, enquanto a Lua assume a posição de regente noturno, refletindo a natureza feminina desse trino.

Essa atribuição de regentes da triplicidade é mencionada por Ptolomeu em sua obra "Tetrabiblos" e é usada como uma conveniência na astrologia clássica para fins de análise e interpretação dos padrões planetários.


Na astrologia clássica, a triplicidade refere-se a uma divisão dos signos do zodíaco em grupos de três. Cada grupo de três signos é associado a um elemento específico: fogo, terra, ar e água. Esses elementos são considerados fundamentais na interpretação dos signos e influenciam as características e energias dos planetas que estão localizados nesses signos.


Os quatro elementos são agrupados da seguinte forma:

  • Triplicidade do Fogo: Áries, Leão e Sagitário. Esses signos são associados à energia, paixão, criatividade e entusiasmo.

  • Triplicidade da Terra: Touro, Virgem e Capricórnio. Esses signos são associados à estabilidade, praticidade, materialidade e perseverança.

  • Triplicidade do Ar: Gêmeos, Libra e Aquário. Esses signos são associados à comunicação, intelecto, relacionamentos e idealismo.

  • Triplicidade da Água: Câncer, Escorpião e Peixes. Esses signos são associados à sensibilidade, intuição, emoções e espiritualidade.

A triplicidade descreve os padrões elementares presentes nos signos do zodíaco e fornece uma compreensão mais profunda das características e tendências associadas a cada grupo de signos. Essa divisão é frequentemente usada na interpretação astrológica para analisar as influências planetárias e os padrões de energia em um mapa natal ou em trânsitos astrológicos.


FACES



Na astrologia antiga, cada signo do zodíaco é dividido em três partes chamadas de faces, cada uma com uma extensão de dez graus. Essas faces eram atribuídas aos planetas de acordo com a ordem ptolemaica, que seguia uma hierarquia planetária específica.


Agrippa faz uma distinção entre as faces e os decanatos, que é um sistema diferente de atribuição de planetas como regentes. Embora os termos "decanação" e "face" sejam usados, aparentemente eles têm um significado semelhante no contexto de Agrippa.


As faces, também conhecidas como decanatos ou termos, são divisões do zodíaco que ocorrem dentro de cada signo. Cada signo é dividido em três partes iguais de 10 graus cada, resultando em um total de 36 faces no zodíaco.As faces têm uma longa história na astrologia e remontam à antiguidade. Cada face é associada a um planeta ou luminary específico, seguindo uma ordem tradicional que varia de acordo com a tradição astrológica. Por exemplo, em algumas tradições, as faces do signo de Áries são regidas por Saturno, Júpiter e Marte, enquanto em outras tradições podem ser regidas por Marte, Sol e Vênus.


As faces são consideradas como um refinamento adicional da interpretação astrológica, fornecendo nuances e características específicas aos signos. Elas podem ser usadas para aprimorar a análise de um mapa natal, oferecendo informações mais detalhadas sobre as influências planetárias em áreas específicas do zodíaco.

Ao considerar as faces em uma leitura astrológica, é importante levar em conta a tradição específica e as associações planetárias atribuídas a cada uma delas, uma vez que podem variar entre diferentes sistemas e culturas astrológicas.

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