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O Magus é um plágio?



Esta obra é um compêndio que resulta de pesquisas conduzidas por ocultistas anteriores, enriquecidas com o conteúdo e perspectiva de Barrett. Inicio refutando as alegações de neófitos que, sem ler os autores que mencionarei a seguir, tentam parecer instruídos em discussões.

Esse livro não se configura como um plágio da obra de Agrippa. A organização dos tópicos por Barrett segue um formato de compêndio, no qual ele não reivindica créditos pelo material citado, apresentando suas reflexões sem autodenominar-se criador. Isso é dito logo no prefácio do livro.


Para aqueles genuinamente apaixonados pela magia ocidental tradicional, especialmente na tradição grimorial, o clássico "Magus" de Francis Barrett se faz necessário em qualquer biblioteca ocultista.

Desde sua publicação pela Lackington, Allen, em Londres, em 1801, essa obra teve um impacto significativo na comunidade oculta e é uma das peças mais influentes existentes. Inspirou diversos ocultistas, entre outros, o renomado ocultista francês e autor Eliphas Levi, além dos fundadores da Ordem Hermética da Aurora Dourada, uma das sociedades esotéricas mais conhecidas hoje.


O propósito de Barrett ao compilar "Magus" era apresentar um manual completo de ocultismo, com forte ênfase em magia, oferecendo uma coleção dos ensinamentos mais essenciais da teoria e filosofia oculta e mágica, juntamente com a mecânica e exemplos de aplicação prática. Unificando bases de pesquisa de ocultistas anteriores, assim como fizeram outros ocultistas posteriores a sua geração.


Infelizmente, "Magus" tem sido alvo de críticas, muitas delas provenientes de pessoas desqualificadas que nunca se deram ao trabalho de ler o livro e, muito menos, o seu prefácio. Comentários alegam ser uma cópia dos "Três Livros de Filosofia Oculta" de Agrippa. Fica nítido que essas pessoas leram apenas o sumário e não compreendem o que é um compêndio, sequer chegando ao prefácio para descobrir isso, pois se realmente tivessem lido, veriam logo no prefácio que Agrippa e outros ocultistas são citados. Permita-me esclarecer usando a versão original em inglês.


A definição de "plágio", é equivalente a roubar e passar (ideias ou palavras de outro) como se fossem suas: usar (produção de outro) sem dar crédito à fonte".

VERIFICANDO A VERSÃO EM INGLÊS O livro diz em sua versão em inglês:

"Temos, com vasto esforço e despesa, tanto de tempo quanto de dinheiro, coletado tudo o que pode ser considerado curioso e raro, em relação ao tema de nossas especulações em Magia Natural - Cabala - Magia Celestial e Cerimonial - Alquimia - e Magnetismo..."


Esta passagem, retirada da página 5 do prefácio da obra de Barrett, esclarece que o livro é uma coleção de ensinamentos, sem qualquer reivindicação de autoria exclusiva. Outras observações do prefácio indicam que Barrett reconhece a autoria dos magos mais famosos, incluindo Agrippa, sem hesitar em acrescentar suas próprias notas.


Como última citação, na página 50 do Livro I, Parte I:

"O Autor, sob o título de Magia Natural, coletou e organizou tudo o que era curioso, escasso e valioso, tanto suas próprias experiências quanto aquelas em que ele foi incansável em reunir da ciência e prática de Autores Mágicos..."


Esta defesa de "Magus" de Francis Barrett é fundamental para corrigir concepções equivocadas, desmentindo informações falsas e destacando a importância desta obra. Pessoalmente, considero "Magus" essencial para a tradição grimorial, oferecendo uma combinação única de teoria e prática mágica, contribuindo de maneira valiosa para o estudo da magia ocidental.

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